O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que estabelece o novo valor do salário mínimo nacional em R$ 1.621, com validade a partir de 1º de janeiro de 2026. A medida, publicada no Diário Oficial da União, representa uma alta de 6,79% em comparação ao piso atual, de R$ 1.518. Com o reajuste, o valor pago por dia de trabalho passará a ser de R$ 54,04, enquanto a hora trabalhada será de R$ 7,37.
A definição desse montante seguiu a Política de Valorização do Salário Mínimo, que soma a inflação medida pelo INPC (4,18%) ao crescimento do PIB de dois anos anteriores (3,4% em 2024). No entanto, o valor final precisou respeitar as regras do arcabouço fiscal, que limita o ganho real a um teto de 2,5% acima da inflação, resultando no cálculo final de R$ 1.620,99, que foi legalmente arredondado para R$ 1.621. Se não houvesse crescimento econômico, a lei asseguraria apenas a reposição das perdas inflacionárias.
Essa atualização mantém a trajetória de subida do piso nacional, que em 2022 era de R$ 1.212 e avançou progressivamente para R$ 1.320 em 2023 e R$ 1.412 em 2024. A nova regra de correção anual, aprovada pelo Congresso em 2023, busca garantir que o trabalhador tenha um aumento real no poder de compra sempre que houver expansão da economia brasileira. Em 2025, o valor vigente antes desta nova alteração será de R$ 1.518.