capítulo 100, encerrando a participação do ex-presidiário que vinha tentando reconstruir a própria vida e a relação com a filha. Na história escrita por Aguinaldo Silva, a morte de Jorginho não aconteceu por acaso. O desfecho foi planejado como parte de uma virada importante no enredo, abrindo espaço para que novos conflitos ganhassem protagonismo. A decisão reforça a estratégia comum em novelas de renovar a tensão dramática com acontecimentos impactantes.
A cena exibida mostrou que Jorginho morreu ao tentar proteger a família. Ele acabou sendo assassinado por Samira, vivida por Fernanda Vasconcellos, que aplicou uma seringa no pescoço do rival. O momento marcou definitivamente a personagem como a principal vilã da fase atual da novela.
O crime acontece quando Samira coloca em prática o plano de roubar a criança de Joélly, interpretada por Alana Cabral, e de Raul, vivido por Paulo Mendes. A sequência foi construída para elevar a tensão e preparar o terreno para a nova fase da trama.
Dentro da narrativa, Jorginho tinha um passado conturbado. Ex-líder criminoso da comunidade da Chacrinha, ele passou anos preso e, ao sair, demonstrava arrependimento sincero. Durante sua ausência, quem assumiu o controle do local foi Bagdá, papel do cantor e ator Xamã.
Após deixar a prisão, Jorginho tentou se reaproximar da filha e mostrar que havia mudado. O público acompanhou sua jornada de redenção, marcada por erros do passado e pelo esforço para proteger a família. Por isso, a morte do personagem teve forte carga emocional para quem acompanhava a novela diariamente.
Durante boa parte da história, havia a expectativa de que o personagem morreria por causa de uma doença no cérebro, mencionada em capítulos anteriores. No entanto, os autores optaram por um desfecho mais explosivo, ligando diretamente a morte ao avanço da vilania de Samira e ao sequestro da criança.
Com a saída de Cazarré, a novela passa a concentrar ainda mais forças na busca pela bebê roubada e na consolidação da antagonista. Ao mesmo tempo, a trama reduz o foco em outros núcleos que vinham dividindo atenção, como o arco envolvendo a misteriosa estátua das Três Graças.
Outro ponto importante é que a mudança fortalece personagens que vinham ganhando carisma junto ao público, como Arminda, interpretada por Grazi Massafera. O humor e a popularidade da personagem ajudaram a equilibrar o tom mais pesado da nova fase.
Segundo informações de bastidores, a saída de Juliano Cazarré já estava prevista e não teve relação com problemas externos. A morte de Jorginho, portanto, faz parte de um movimento clássico das novelas: sacrificar personagens importantes para impulsionar a narrativa e manter o público envolvido nos próximos capítulos.